22/07/11

Carta para o bisavô:

     O tempo passa tão rápido, quando se dá conta que a vida passou, estamos nós sentados á espera que a morte chegue, é uma palavra que custa ouvir, mas sempre me ensinaram a chamar as coisas pelo nome, fico com medo, penso sempre se aproveitei bem os momentos que a vida me forneceu, recordo-me deles quando olho para as lembranças e as tento reviver, gostava de ter uma lista com tudo aquilo que me vai acontecer daqui para a frente era bom se pudesse-mos  ficar assim, jovens para sempre, mas mentalizei-me de que temos que dar a vez a outros se não o que seria do mundo se ninguém morresse?, assim quando penso nesta "lei da vida" vejo uma justificação para as pessoas partirem, umas mais cedo que outras porque também terminaram a sua missão cá em baixo.
     Muitas vezes digo que um do meus medos não é morrer, mas quando penso a sério no assunto a coisa complicasse, arrepio-me, assusto-me,  fico com medo, espero que ela não seja dolorosa, "Death is peaceul, easy. Life is harder!"- Crepúsculo, esta frase alivia-me penso nela e a palavra morrer torna-se menos dolorosa e assuntadora, tu sabes como é morrer, passas-te por ela á uns anos atrás, tinha eu 1 ano e não me lembro de ti, com muita pena minha, gostava que me contasses o que acontece depois de se partir, o que é feito de da pessoa, sei que estás bem, queria tanto conhecer-te melhor, ouvir as tuas aventuras em jovem, as tuas histórias, olho para as lembranças que deixas-te e vejo o quanto terias para me contar e ensinar, agora só tenho a avó e mais  cedo ou mais tarde também vai ter de partir, por muito já ela passou, é realmente uma grande e maravilhosa mulher, sei também que tens olhado por ela e eu tenho a ajudado sempre que consiga, mas sei que um dia ela vai ter de partir e vai custar-me tanto, não só a mim mas também á minha mãe, a avó é que criou a minha mãe e a mim quase, fez o papel dela como Bisavó, é injusto quando as melhores pessoas têm de partir, algumas das vezes tão cedo que custa ainda mais a aceitar...
      Posso dizer que tenho medo, muito medo do que me espera a vida daqui para a a frente ... Não quero sofrer... nem muito menos deixar cá a sofrer quem eu mais amo.

3 comentários:

  1. Muito bom o texto fofinha (:
    A música é : Joshua Radin & Schuyler Fisk - Paperweight , do filme Dear John (:

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  2. É sempre muito ingrato falar sobre o fim de algo, então quando a tónica é a vida mais complicado essa situação fica. Mas se o fim parece certo como é o caso da vida, então temos de erguer a cabeça e enfrentar o que parece inevitável.
    Curiosamente nós(Seres Humanos) somos a única espécie que tem consciência da sua morte.
    Mas morte essa está também está ligada a outro acto muito característico dos Seres Humanos, a capacidade de "RIR".
    Sendo a morte e o riso os estandartes da hegemonia humana no mundo eles tem de ter uma relação. E é aqui que acho que reside o objectivo de vida das pessoas, - rir, divertir, tornar a vida o mais agradável possível enquanto esta não acaba - não é portanto de estranhar sempre que pensamos/ recordamos os nossos entes queridos que infelizmente já não estão entre nós, a primeira expressão que normalmente está ligada a eles é um sorriso.
    E é esta a verdadeira lei da vida, independentemente de o mais velho dar o lugar ao mais novo, a missão do mais velho é facilitar e optimizar a vida do próximo fazendo feliz, fazendo simplesmente esboçar um sorriso... e é por isso que "O riso é a distância mais curta entre duas pessoas".
    E É COM UM SORRISO QUE OS NOSSOS ANTEPASSADOS DEVEM SER LEMBRADOS E HOMENAGEADOS.

    Ass: Poeta Louco

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  3. É incrível como tens sempre algo a dizer, fazem pensar os teus textos... obrigado

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